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O que Amadeu Fernandes diz sobre leitos de UTI é verdade 655y1y

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Amadeu Fernandes, presidente da Aliança Pelotas, disse algo sábado (4), sobre os leitos em Pelotas, que é verdadeiro:

“Nós tivemos uma reunião com a prefeita ontem (sábado), para pedir que ela homologasse junto ao governo estadual todos os leitos de covid disponíveis na cidade, porque sabemos que a maioria não foi homologada. E, sendo assim, nos cálculos do Plano de Distanciamento, eles não são levados em conta. Tivessem sido, Pelotas provavelmente permaneceria em bandeira laranja”.

Os gráficos do governo do estado mostram que Pelotas tem cerca de 80% dos leitos de UTI (covid e não covid) ocupados. Habitualmente, Pelotas costuma ter uma ocupação de leitos de UTI (desconsiderando a covid) na faixa de 80%. É uma percentagem normal de ocupação.

Já leitos exclusivos para covid, Pelotas tem 31 leitos de UTI, e cinco pessoas internadas neles, menos de 20% portanto. Há uma sobra de 26 leitos.

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Esse desencontro de números, e o motivo de não ser itido, não foram entendidos pela Aliança Pelotas.

Pelos critérios técnicos do Plano de Distanciamento em relação a leitos, a explicação para bandeira vermelha está em descomo com a realidade.

Interpretações x6c4a

O governo do estado colocou em vermelho as regiões que concentram a maior parte da população do estado. Colocou todas as cidades maiores em vermelho.

A impressão é de que isso estava planejado: fazer bandeira vermelha quando o frio chegasse, independentemente dos números de leitos vagos para covid de cada região. Podem estar olhando o estado como um todo e com medo do frio.

Sendo assim, os comerciantes, por sua vez, podem estar se sentindo feitos de bobos, porque a bandeira vermelha foi decretada na cidade não por causa dos índices exatamente, mas por causa da expectativa do frio e suas consequências e, talvez, de outra razão.

A explicação para o governo ter ado por cima dos próprios critérios técnicos pode ser esta abaixo, como antecipou o Amigos, há alguns dias:

Covid: uma explicação possível para que Pelotas entre em ‘bandeira vermelha’
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Jornalista e escritor. Editor do Amigos de Pelotas. Ex Senado, MEC e Correio Braziliense. Foi editor-executivo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi). Atuou como consultor da Unesco e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Uma vez ganhador do Prêmio Esso de Jornalismo, é autor dos livros Onde tudo isso vai parar e O fator animal, publicados pela Editora Lumina, de Porto Alegre. Em São Paulo, foi editor free-lancer na Editora Abril.

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1 Comment

1 Comments 4g66a

  1. André

    06/07/20 at 01:05

    Há alguns erros na analise dos dados. Os leitos destinados a covid no hospital da FAU não são novos, eles eram leitos com outras finalidades anteriormente. E são em número de 16 dos quais hoje domingo 14 estão ocupados sendo 8 com Covid e outros 6 com pessoas que tiveram por suspeita depois não confirmada foram internadas ali. Se não me engano 5 dos leitos da UPA bento são infantis e não usados no modelo. Os demais leitos da UPA não estão ativos, e até onde sei não tem equipe contratada. Quinta e sexta haviam respectivamente 6 e 7 leitos ocupados com casos confirmados de Covid na FAU parte deles de fora de Pelotas e um na Beneficiência em nenhum momento 4, conforme consta dos breves boletins diários da prefeitura. Também na sexta Rio Grande ou a não ter vagas de em seu sistema de saúde público ou privado, e ou a enviar casos para Pelotas.

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Brasil e mundo 3m3y11

Antes de Gaga, Madonna já havia aprontado no Rio b4o68

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Em seu show no Rio, em maio de 2024, Madonna exibiu numa tela ao fundo do palco imagens de ícones culturais, entre eles Che Guevara e Frida Kahlo. Foi surpreendente que o tenha feito, afinal, ela se apresenta como defensora dos direitos das minorias, inclusive da Queer, como faz Gaga, minoria que se fez maioria em ambos os shows.

Na ocasião, Madonna soou mais inconsequente que Gaga com seu “Manifesto do Caos”.

Os livros contam que o governo cubano, do qual Che fez parte, perseguia homossexuais, chegando a fuzilá-los por isso. Por quê? Porque os considerava hedonistas — indivíduos de natureza subversiva ao regime de exceção. Por serem, para eles, incapazes de controlar seus ardores sensuais e, por conseguinte, de se enquadrar em um regime em que a liberdade não tinha lugar, muito menos de fala.

Já Frida foi amante de Trotsky. E, depois deste ser assassinado no exílio a mando de Stálin, a artista ainda teve a pachorra de pintar um quadro com o rosto de Stálin, exposto até hoje em sua casa-museu, para iração de boquiabertos turistas bem informados sobre os fatos.

Madonna levou R$ 17 milhões do sistema capitalista por um show de um par de horas em que, literalmente, performou. Sem esforço, fingiu que cantava. Playback.

Dizem que artistas, por natureza, são “ingovernáveis”. A visão que eles teriam de vida seria mais importante do que a vida, do que a matéria. Pois há artistas e artistas.

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Madonna é dessas sumidades que a gente não sabe, de fato, o que pensa. Apenas intui, por projeção. Tente lembrar de alguma fala substancial dela. Não lembramos, porque vive da imagem que criou. Vende uma imagem que, no fundo, talvez nem corresponda ao que ela é de verdade.

No fim da trajetória, depois de ganhar a vida, artistas costumam surpreender o público, mostrando sua verdadeira face em biografias. Pelo desconforto de partir com uma máscara mortuária falsa.

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Cultura e entretenimento 1f3218

O perigo das Gagas da vida 1n4w28

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Ajoelhado na calçada, à moda dos muçulmanos voltados para Meca, porém usando minissaia e rumorosos saltos vermelhos, um homem vestido de mulher berrava com desespero, na tarde de sexta 2, para uma janela vazia do Copacabana Palace, no Rio. Esgarçando-se na reiteração, expelia em golfos: “Aparece, Gagaaa. Gaaaagaaaaa”. Projetava-se à frente ao gritar, recuava em busca de fôlego e voltava a projetar-se.

Como a cantora não deu os ares à janela do hotel, o rapaz, tal qual uma atriz de novela mexicana, a sombra e o rímel escorrendo pelas bochechas, chorou o que pode. Estava cercado por uma multidão que, assim como ele, queria porque queria fincar os olhos na mutante Lady Gaga, uma mistura de mil faces a partir da fusão de Madonna com Maria Alcina, antes de seu show. No país que ama debochar, a cena viralizou.

Multidão muito maior ironizou o drama. Memes correram por todo lado para denunciar o grande número de desempregados no Brasil. Gente com tempo de sobra para chorar, porém pelas razões erradas.

Ocorre que muitos dos presentes à manifestação, como o atormentado rapaz, veem em Gaga um ícone Queer. Uma rainha da comunidade LGBTQIA+, representante global das causas do amor sem distinção, como a pop estimula em seu “Manifesto do Caos”, lido por ela no show. Nele, Gaga prega a “importância da expressão inabalável da própria identidade, mesmo que isso signifique viver em estado de caos interno”. Um manifesto assim, mais do que inconsequente, é temerário.

Como assim caos interior?

Tomado ao pé da letra por destinatários confusos, um manifesto desses pode ser mortificante. Afinal, viver a própria identidade não significa viver sem freios, mas sim encontrar um meio termo entre o desejo e a realidade. Justamente para evitar o caos. Logo, o manifesto é, isso sim, assustador — por haver (sempre há) tantas pessoas suscetíveis de embarcar nessas canoas de alto risco, cheias de remendos destinados a cobrir furos da embarcação. Pobres dos ageiros que, cegos por influência de ídolos de ocasião, avançam pelo lago em condições tão incertas.

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A idolatria… ela é mais antiga do que fazer pipi pra frente e, ao menos no caso dos homens, ainda de pé. Ultimamente as coisas andam um tanto confusas nesse quesito, mas ao menos a adoração se mantém intacta, assim como a veneta dos gozadores, para quem o humor repõe as coisas em proporção, ou seja, em seu devido lugar.

Todos temos cotas de iração por artistas, mas à veneração, eis a questão, se entregam os vulneráveis. O que esses buscam, mais do que a própria vida, é um reflexo (uma sombra?) de suas identidades. Uma projeção material da pessoa que gostariam de ser, não fossem o que são. É aí que mora, num duplex de cobertura, o perigo. O rapaz pensa que Gaga é como ele, só que não.

Não lembro quem disse que aqui é um vale de lágrimas. Mas o é de fato, bem como é um fato que artistas, como políticos, são depositários das nossas esperanças, mesmo que atuem na mais antiga das profissões, anterior à prostituição — a representação —, o primeiro requisito para sobreviver em sociedade, quando não ficar rico, e sem necessariamente excluir, ainda que camuflada, a segunda profissão.

É de se imaginar o rapaz voltando para casa frustrado. É de presumi-lo no sofá, fazendo um minuto de silêncio.

Mas depois se reerguendo.

Não há de ser nada. Amanhã Gaga vai arrasaaar.

Gagaaaaaa.

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