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Brasil e mundo

Mais um reconhecimento ao epidemiologista Cesar Victora

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O epidemiologista Cesar Victora, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), é a Personalidade do Ano na área da Saúde, segundo escolha do prêmio da Hospitalar Feira e Fórum 2018. O prêmio é conferido por entidades representativas do setor da saúde e distingue profissionais “que tenham prestado significativa contribuição ao avanço da medicina, do atendimento médico-hospitalar e da qualidade de vida da população por meio de suas ações, serviços ou pesquisa científica”.

Entre os que já foram agraciados com o prêmio estão Zilda Arns, Adib Jatene, Miguel Srougi e Drauzio Varella.

A cerimônia de premiação ocorreu em 23 ado, no Teatro Santander, em São Paulo, momento de destaque da Hospitalar 2018. O evento, um dos maiores no setor de saúde na América Latina, reuniu, de 21 a 24 de maio, cerca de 90 mil visitantes, empresas, pesquisadores e formuladores de políticas de saúde de 70 países.

O professor emérito da Universidade Federal de Pelotas recebeu a distinção pelo conjunto de suas pesquisas, que definiram políticas públicas mundiais na área de saúde e nutrição materno-infantil, com profundo impacto sobre práticas de amamentação, nutrição e avaliação do crescimento infantil em mais de 140 países.

Na década de 80, Victora conduziu o primeiro estudo a identificar a importância do aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida para prevenir a mortalidade infantil.

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A descoberta levou a Organização Mundial de Saúde e o UNICEF a estabelecer a política global que recomenda alimentar os bebês apenas com leite materno até os primeiros seis meses, sem oferta de água, chás ou sucos.

Os estudos com coortes de nascimento estão entre os trabalhos mais notáveis do pesquisador. Ele ajudou a estabelecer a Coorte de Nascimentos de 1982 em Pelotas, um dos maiores e mais longos estudos do gênero no mundo.

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A pesquisa monitora a saúde de cerca de 6 mil pessoas nascidas em 1982 em Pelotas – que hoje estão com 36 anos – desde o nascimento, e três coortes foram posteriormente iniciadas nos anos de 1993, 2004 e 2015 em Pelotas.

À frente de um consórcio internacional de coortes de nascimento, Victora demonstrou a importância dos primeiros mil dias de vida para a saúde física, o desenvolvimento cognitivo e a prevenção de doenças crônicas a longo prazo.

Mais recentemente, evidências das três coortes de nascimento de Pelotas mostraram os benefícios da amamentação prolongada na infância sobre a inteligência, educação e renda na vida adulta, bem como os prejuízos da nutrição inadequada no início da vida sobre a saúde a longo prazo.

Coordenador do Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas, Victora se dedica ao estudo das desigualdades em saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil em países de baixa e média renda.

A partir de um banco de dados que inclui aproximadamente um milhão de crianças de mais de 90 países, o Centro realiza análises para a OMS sobre a cobertura de intervenções de saúde comprovadamente eficazes para reduzir a mortalidade materna, neonatal e infantil.

A equipe investiga até que ponto essas intervenções de saúde estão atingindo as populações que mais necessitam delas. O objetivo é ajudar a melhorar políticas de saúde para impedir mortes evitáveis de mães, recém-nascidos e crianças em todo o mundo.

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1 Comment

1 Comments

  1. kafka

    01/06/18 at 11:57

    Parabéns ao Professor (com “P” maiúsculo), diferente da maioria dos políticos ( com “p” minúsculo), que só sabem assaltar o erário, sem retorno aos contribuintes…

Brasil e mundo

CCJ do Senado aprova fim da reeleição para cargos do Executivo

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição no Brasil para presidente, governadores e prefeitos foi aprovada, nesta quarta-feira (21), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A PEC 12/2002 ainda aumenta os mandatos do Executivo, dos deputados e dos vereadores para cinco anos. Agora, o texto segue para análise do plenário do Senado.

A PEC previa o aumento do mandato dos senadores de oito para dez anos, mas a CCJ decidiu reduzir o tempo para cinco anos, igual período dos demais cargos. A proposta ainda unifica as eleições no Brasil para que todos os cargos sejam disputados de uma única vez, a partir de 2034, acabando com eleições a cada dois anos, como ocorre hoje.

A proposta prevê um período de transição para o fim da reeleição. Em 2026, as regras continuam as mesmas de hoje. Em 2028, os prefeitos candidatos poderão se reeleger pela última vez e os vencedores terão mandato estendido de seis anos. Isso para que todos os cargos coincidam na eleição de 2034.

Em 2030, será a última eleição com possibilidade de reeleição para os governadores eleitos em 2026. Em 2034, não será mais permitida qualquer reeleição e os mandatos arão a ser de cinco anos.  

Após críticas, o relator Marcelo Castro (MDB-PI) acatou a mudança sugerida para reduzir o mandato dos senadores.

“A única coisa que mudou no meu relatório foi em relação ao mandato de senadores que estava com dez anos. Eu estava seguindo um padrão internacional, já que o mandato de senador sempre é mais extenso do que o mandato de deputado. Mas senti que a CCJ estava formando maioria para mandatos de cinco anos, então me rendi a isso”, explicou o parlamentar.

Com isso, os senadores eleitos em 2030 terão mandato de nove anos para que, a partir de 2039, todos sejam eleitos para mandatos de cinco anos. A mudança também obriga os eleitores a elegerem os três senadores por estado de uma única vez. Atualmente, se elegem dois senadores em uma eleição e um senador no pleito seguinte.

Os parlamentares argumentaram que a reeleição não tem feito bem ao Brasil, assim como votações a cada dois anos. Nenhum senador se manifestou contra o fim da reeleição.

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O relator Marcelo Castro argumentou que o prefeito, governador ou presidente no cargo tem mais condições de concorrer, o que desequilibraria a disputa.

A possibilidade de reeleição foi incluída no país no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, mudança que permitiu a reeleição do político em 1998.

“Foi um malefício à istração pública do Brasil a introdução da reeleição, completamente contrária a toda a nossa tradição republicana. Acho que está mais do que na hora de colocarmos fim a esse mal”, argumentou Castro.

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Um homem coerente

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Eis um homem que irei pela absoluta coerência entre o que pensava e o modo como viveu. Um homem de esquerda que me fazia parar para ouvi-lo, porque o que dizia tinha solidez e fazia pensar.

Não precisava concordar com ele para irá-lo. E sim: um homem de esquerda que nunca roubou. Foi uma pessoa rara. Eu diria, única.

Vivia num sítio, dele de fato, com o essencial. Na companhia da mulher e de cachorros. Só tinha um defeito: andava em má companhia internacional. Talvez por um motivo humano. Para se sentir menos sozinho do que era. Menos prisioneiro de suas convicções.

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